Cena #1: Cris Bierrenbach ( Brasil)

Puxadinho

Interativa, a instalação Puxadinho ganha vida graças à ação dos visitantes. À primeira vista, parece uma parede inerte de tijolo cerâmico, recém-erguida e esperando por acabamento; nesse sentido, dá a impressão de ser um corpo estranho no espaço expositivo. Quem se aproxima da parede percebe que sua natureza é, contudo, um simulacro. O revestimento de tijolos não é senão uma imagem impressa no tecido elástico que recobre uma estrutura oca, um nicho aberto ou rachadura onde os visitantes podem entrar.
Ao penetrar no que parecia um muro sólido, mover-se dentro do nicho e manipular o tecido, o público passa a impor mudanças e deformações à “parede” e seu revestimento.
Puxadinho se inspira em O coração revelador (The tell-tale heart), de Edgar Allan Poe. Compartilha com o conto a ideia de uma parede que, afinal, encerra bem mais do que se espera.

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Cris Bierrenbach é fotógrafa e artista visual. Depois de trabalhar como repórter fotográfica em veículos como a Folha de S. Paulo, passou a pesquisar técnicas de impressão fotográfica do século XIX e a desenvolver uma prática artística que envolve vídeo, performance e instalação. Recebeu o Prêmio Porto Seguro de Fotografia (2004), o Prêmio Aquisição Centro Cultural São Paulo (2009) e o Marc Ferrez de Fotografia e Arte Contemporânea da Funarte (2010). Seus trabalhos já foram exibidos na Alemanha, Bélgica, Chile, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Japão, México, República Checa e Uruguai. Possui obras nas coleções do MASP, MAM-SP, MAC-SP e Maison Européenne de la Photographie, entre outros. Em 2005, a editora Cosac Naify publicou livro sobre seu trabalho na coleção Foto-Portátil.

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