Cena #1: Laura Vinci ( Brasil)

No Ar
A instalação No Ar convida o público a refletir sobre transformação, passagem do tempo e impermanência. Névoa de forma fluida, ela muda continuamente, de acordo com as variações sutis do sistema de vapores que a produz. Assim, engendra um jogo que leva os visitantes a descobrir novas configurações e formas no vapor e no efêmero, ao mesmo tempo em que cria um lugar para a contemplação.
Ao expor a transformação da matéria água, um elemento que se situa entre o invisível e o visível, somando-se e modificando-se continuamente, a obra compõe uma analogia com o corpo do visitante, no intuito de alterar sua percepção acerca de si próprio.
No Ar desenha um lugar de atenção e concentração, que nos convida a perceber sutis alterações em nosso estado interno. Ao incitar à interação, o jogo de variantes produzido pelos desenhos vaporosos da água no ar serve como estímulo para essa reflexão.

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Laura Vinci
é artista visual. Suas esculturas de grande porte e instalações criam intervenções em espaços públicos e privados e frequentemente incitam o público à participação. Expôs na 26ª Bienal de São Paulo, em duas edições da Bienal do Mercosul, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa. Também atuou como diretora de arte e cenógrafa nas peças Cacilda! (1998-2001), de José Celso Martinez Corrêa, e O idiota, de Dostoiévski, com a Mundana Companhia (2010-11), junto à qual trabalhou, ainda, em O Duelo (2013) e Na Selva das Cidades (2015), de Bertold Brecht. Em 2014, fez a direção de arte de A última palavra é a penúltima – 2, com o Teatro da Vertigem, exibida na 31ª Bienal de São Paulo.

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