Cena #1: Richard Downing (Reino Unido)

The Water Banquet  / O Banquete D’Água
The Water Banquet se desdobra em uma série de ações, situadas na fronteira entre performance e instalação, que exploram o conceito e a espacialidade de uma mesa de água e do objeto como elemento narrativo. Com nove metros de comprimento e dois de largura, a obra é um palco de encontro social e de precipitação para novas experimentações artísticas, em que Downing serve ao público um banquete contínuo de imagens, objetos, memórias, encontros e partidas.
Criada e exibida pela primeira vez entre 2001 e 2003, a obra se reconfigura a cada espaço que ocupa. Esta versão foi desenvolvida por Richard Downing especialmente para esta exposição, em resposta à arquitetura local e em colaboração com artistas e comunidade locais.
Ainda que seja uma presença espacial fixa, está em constante transformação – na imagem, na função, na ocasião. Nessa medida, é uma mesa que espelha todas as outras mesas e as narrativas que a partir dela se desdobram.
Inerte, rodeada por cadeiras que parecem esperar o que está por vir, a instalação comporta-se como um espelho d’água, dialogando silenciosamente com o espaço e seu entorno. Ao longo da exposição, torna-se palco de ações e interações com o público. Todos os dias, é ativada por uma série de ações, objetos e imagens que vão sendo criados e desfeitos, desenhando cenas impermanentes em ritmo constante.
Semanalmente, a instalação abriga a performance Acqua Impura, um banquete em que 18 convidados escolhem ações e ativações a partir de um menu com entrada, prato principal e sobremesa. O conjunto das ativações escolhidas resulta numa performance diferente a cada sessão.

RD_Water Banquet 1 RD_Forks postcard_photo credit_Simon Banham

Richard Downing deixou a escola aos 15 anos para trabalhar como operário e frequentar aulas noturnas de arte. Mais tarde, estudaria Filosofia e Teatro, especializando-se em dramaturgia. Foi redator, diretor e carpinteiro antes de fundar o coletivo teatral The U-Man Zoo, em 1994. A partir da animação muda Motorcity (1994), cria uma série de instalações e performances, que frequentemente tratam da ativação de objetos e exploram o diálogo entre arte e ciência. Participou de diversos projetos internacionais, dentre eles, a Quadrienal de Praga de 2007 e de 2015. Leciona desde 2001 no curso de Cenografia da Universidade de Aberystwyth, que criou com os artistas Simon Banham e Mike Brookes.

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